sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Soltas

Sacola na mão,
Destinos da sua pátria,
Desconheçem a terra onde nascem.
Terras por onde passou o dramatugo.
Água vai na boca,
Listas em rima,
Longo discurso surdo,
Nomes em eco seco.
Em que ano andas?
Palavras sem dicção,
Sem percepção do seu condato.
Som apenas som...
Tick tack! melódico...
Deambolar de palavras.
Oco, vázio, desprezo...
Cristal sem luz,
Cruz sem Jesus,
Criação sem parto.
Espanto de o não ser.
Realidade de o crer.
Falcidade intelectual do ter.
Filho do ventre oco,
Criação sem foco.
 Animação de valores...
Sem voz,
Sentido de vida sem raiz.
Finalmente o final...
De uma morte vivida.
Cara a cara,
Sangue do sangue,
Voz da voz.
Que vivi em ti e em mim,
O que não é de nós.

Escrito por escrito,
Na alma de uma caneta.

Almas cansadas

Almas cansadas de tanto andar,
Pés descalços que só querem namorar,
Crianças perdidas por não ser ouvidas,
Pais revoltados por dançarem em dividas.
Oh! Gente minha!
Que havemos de fazer,
Com a nossa vida?